"Temos um património tão escasso que é uma vergonha ele [o quadro] sair do país", disse Pinharanda à agência Lusa.
Num comentário ao argumento oficial de que não há fundos para comprar a obra, observou que "não é vergonha o estado não ter dinheiro" e lembrou o caso ocorrido há anos na Inglaterra com a estátua "As três graças", de Canova, que esteve em riscos de sair do país.
Para travar a saída da estátua foram lançadas sucessivas campanhas de angariação de fundos e estas acabaram por ter o resultado pretendido.
Pinharanda entende que a sociedade civil, nomeadamente através do recurso ao mecenato, deve envolver-se na defesa de obras com valor e como tal classificadas e que cabe ao Estado investir em aquisições, porquanto sem elas "não se transformam os museus portugueses".
Pintado por Giovanni Tiepolo em Espanha, o quadro "Enterro do Senhor", ou "Deposição de Cristo no Túmulo" - um óleo sobre tela - vai ser leiloado quinta-feira na Leiria & Nascimento, em Lisboa.
Segundo a leiloeira, a base de licitação da obra é de 1.500.000 euros.