instalação de Gregor Schneider no Museu de Arte Contemporânea de SerralvesGregor Schneider pretende representar "a beleza da morte"
Artista alemão quer transformar morte humana numa "performance"
18.04.2008 - 18h21 PÚBLICO
http://www.gregorschneider.de/
Se Duchamp foi ousado demais para o seu tempo pintando bigodes à Mona Lisa, Gregor Schneider, pode ser no mínimo... mórbido. Numa ode à morte, o artista alemão quer convencer doentes terminais a mostrarem como morrer também pode ser belo.
"Quero mostrar uma pessoa a morrer naturalmente ou alguém que acabou de morrer. O meu objectivo é mostrar a beleza da morte", disse Gregor Schneider ao "The ArtNewspaper".
O artista afirma que Roswitha Franziska Vandieken, gestora da uma clínica privada em Düsseldorf, vai ajudá-lo a encontrar pessoas dispostas a morrer em público em nome da arte. “Estou confiante que encontraremos pessoas que queiram participar”, disse Scheneider.
O artista disse ainda que gostaria de apresentar a sua "performance" no museu Haus Lange, em Krefeld, na Alemanha. Os responsáveis do museu não querem fazer qualquer declaração sobre o assunto.
Scheneider diz ter ficado fascinado com a ideia de poder representar a morte depois de, em 2000, ter simulado a sua morte numa "performance" no museu Haus Esters. Se o museu não aceitar a proposta, Schneider sublinhou que concretizará o projecto no seu estúdio, em Rheydt, também na Alemanha.
O artista, conhecido pelas instalações pouco habituais, tem neste momento uma exposição na galeria La Maison Rogue, em Paris, que consiste numa série de quartos de tamanho decrescente. Os visitantes têm de entrar sozinhos e, depois de passarem pelos vários espaços, acabam num quarto totalmente escuro. O objectivo é encontrarem uma forma de sair e serem filmados nesse momento.